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Neurocirurgião afirma que oração pode remodelar o cérebro: “A Bíblia chama isso de renovar a mente”

Neurocirurgião Dr. Lee Warren durante entrevista sobre neuroplasticidade, oração e renovação da mente.

Em entrevista ao neurocirurgião Ben Carson, o médico e escritor cristão Lee Warren relacionou estudos sobre neuroplasticidade à oração, à meditação e aos ensinamentos bíblicos sobre a renovação da mente.

O neurocirurgião e escritor cristão Dr. Lee Warren afirmou que práticas espirituais como oração e meditação podem promover mudanças reais no cérebro humano, fortalecendo a resiliência emocional e a capacidade de enfrentar o sofrimento.

O tema foi repercutido em reportagem publicada pelo Guiame, que destacou a relação feita por Warren entre neuroplasticidade, oração e renovação da mente.

A declaração foi feita durante entrevista ao também neurocirurgião Dr. Ben Carson, no podcast “Common Sense with Dr. Ben Carson”, em episódio intitulado “Can You Rewire Your Brain? A Neurosurgeon Explains How”. Segundo Warren, a neurociência moderna tem confirmado princípios que, de acordo com ele, já estavam presentes nas Escrituras há milhares de anos.


“Você pode mudar a estrutura do seu cérebro”

Durante a conversa, Ben Carson introduziu o tema afirmando que o cérebro humano é uma das estruturas mais fascinantes do corpo, capaz de processar milhões de informações e influenciar diretamente a forma como as pessoas enfrentam traumas, perdas e crises emocionais.

Ao responder, Lee Warren disse que a visão antiga de que o cérebro adulto seria praticamente imutável foi superada pelas descobertas da neuroplasticidade. Segundo ele, a ciência do século XXI mostra que o cérebro pode criar novas conexões e reorganizar seus circuitos ao longo da vida.

“Estamos aprendendo, como as Escrituras disseram o tempo todo, que você realmente pode mudar ativamente a estrutura do seu cérebro, e o que impulsiona essa mudança são as coisas em que pensamos”, afirmou Warren durante a entrevista.

Ele citou passagens como 2 Coríntios 10:5 (“levando cativo todo pensamento”) e Romanos 12:2 (“transformai-vos pela renovação da vossa mente”) para explicar o que chamou de “mudança intencional do pensamento”.

“A Bíblia chama isso de renovar a mente. A ideia é que, se você mudar aquilo em que pensa, seu cérebro se tornará um cérebro diferente”, declarou.

Segundo Warren, essa mudança também altera o ambiente neuroquímico do cérebro, reduzindo níveis de ansiedade, estresse e depressão.


Estudos sobre oração e meditação

Um dos pontos centrais da entrevista foi a menção às pesquisas do neurocientista Andrew Newberg, da Universidade da Pensilvânia, que utiliza exames de neuroimagem funcional para estudar os efeitos da oração e da meditação.

De acordo com Warren, os participantes praticaram oração ou meditação por cerca de 10 minutos por dia durante seis semanas, sendo submetidos a exames antes e depois do período de prática.

O médico afirmou que os resultados mostraram alterações em áreas ligadas à regulação emocional, à sensação de paz e à capacidade de lidar com adversidades.

“O hipocampo, a parte do cérebro responsável pela regulação emocional, resiliência e paz, ficou 22% maior após seis semanas de oração e meditação”, disse Warren.

Ele acrescentou que, segundo esses estudos, pessoas que mantêm práticas espirituais não necessariamente enfrentam menos problemas, mas tendem a lidar melhor com eles.

“Quando você ora e se relaciona com Deus, Ele torna seu cérebro mais capaz de lidar com sofrimento e estresse”, afirmou.


A experiência pessoal após a morte do filho

Warren também compartilhou um testemunho pessoal. Ele contou que enfrentou uma crise de fé após a morte trágica de seu filho, Mitch, assassinado aos 19 anos.

Cerca de um mês após a perda, ele participou de uma demonstração de ressonância magnética funcional (fMRI) na Universidade de Auburn, onde uma voluntária foi orientada a pensar primeiro em sua pior lembrança e depois em sua melhor memória.

Segundo o neurocirurgião, foi possível observar mudanças imediatas na atividade cerebral e nos sinais vitais da paciente.

“O que ela pensava mudava o que o cérebro fazia, e isso mudava o que o corpo fazia”, relatou.

A experiência o levou a refletir sobre Filipenses 4, especialmente a orientação bíblica de substituir a ansiedade pela gratidão. Warren disse que passou a entender que mudar o foco dos pensamentos poderia ajudá-lo a atravessar o luto de forma diferente.


“A fé não elimina o sofrimento”

Apesar das afirmações sobre os benefícios da oração, Warren ressaltou que a fé cristã não impede que as pessoas passem por tragédias.

“Você vai ter problemas neste mundo, mas Jesus disse que venceu o mundo”, afirmou, citando João 16:33.

Ele explicou que a diferença estaria na forma de responder ao sofrimento. Segundo o médico, o cérebro humano foi projetado para reagir positivamente à esperança, à gratidão e às práticas espirituais, desenvolvendo maior resistência emocional ao longo do tempo.


O cérebro pode ser treinado

Na segunda parte da entrevista, Warren aprofundou o tema da neuroplasticidade. Ele afirmou que o cérebro possui um “modo padrão” voltado para autoproteção, o que pode favorecer pensamentos negativos e ansiedade quando não há direcionamento consciente.

“Se você continuar pensando os mesmos pensamentos repetidamente, continuará recriando o mesmo cérebro repetidamente”, disse.

Para ele, a renovação da mente envolve assumir responsabilidade pelos próprios pensamentos e desenvolver hábitos saudáveis, incluindo leitura da Bíblia, oração, gratidão e preparação mental para situações difíceis do dia a dia.

O neurocirurgião também aplicou esse raciocínio ao tratamento de vícios, argumentando que comportamentos compulsivos começam nos padrões de pensamento e na busca por recompensas imediatas.


Ciência e fé: aproximação, não substituição

Warren defendeu que a ciência não substitui a fé, mas pode ajudar a compreender melhor como o cérebro funciona.

“O que vejo é que a ciência está se curvando em direção à verdade ao longo do tempo, enquanto as Escrituras sempre apontaram diretamente para ela”, afirmou.

Ben Carson concordou que a maneira como as pessoas pensam pode influenciar não apenas as emoções, mas também o funcionamento do corpo e até a resposta imunológica. O ex-secretário de Saúde dos Estados Unidos relatou casos de pacientes cuja atitude mental pareceu influenciar significativamente a evolução clínica.


Contexto da repercussão

A fala de Lee Warren ganhou destaque após a publicação do Guiame, que resumiu os principais pontos da entrevista e chamou atenção para a frase: “A Bíblia chama isso de renovar a mente”.

A reportagem destacou especialmente a relação entre oração, neuroplasticidade e os estudos citados por Warren sobre o hipocampo e a resiliência emocional.


O que dizem as fontes

  • Guiame: repercutiu a entrevista e destacou a relação entre neuroplasticidade, oração e renovação da mente.
  • Entrevista original: as declarações foram feitas por Dr. Lee Warren em conversa com Dr. Ben Carson no podcast Common Sense with Dr. Ben Carson.
  • Pesquisas citadas: estudos conduzidos pelo neurocientista Andrew Newberg, da Universidade da Pensilvânia, sobre os efeitos da oração e da meditação no cérebro.

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