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Bolsonaro troca de conselheiro espiritual e gera especulação de ruptura com Silas Malafaia

Bolsonaro troca de conselheiro espiritual e silas malafaia se pronuncia

Líder da ADVEC responde e atribui distanciamento a medidas cautelares do STF e nega desavenças políticas

**Por Redação**

A recente movimentação da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para oficializar novos conselheiros espirituais gerou uma onda de especulações nos bastidores políticos e religiosos nesta semana. A notícia de que Bolsonaro teria escolhido o bispo Robson Rodovalho e o pastor Thiago de Araújo para lhe prestarem assistência espiritual levantou questionamentos sobre o status da aliança entre o ex-mandatário e o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC). Diante dos rumores de um possível rompimento motivado por divergências eleitorais, Malafaia veio a público esclarecer que o afastamento é uma imposição judicial, e não uma escolha pessoal.

Indícios de ruptura e o fator político

Fontes ligadas ao segmento evangélico apontaram, inicialmente, que a substituição na conselheira espiritual poderia sinalizar uma fratura no relacionamento entre Bolsonaro e Malafaia. A base para tais rumores reside no cenário político recente, especificamente na recusa de Silas Malafaia em apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro, nome indicado pelo próprio pai para pleitos futuros.

A ausência de Malafaia no entorno imediato do ex-presidente, somada à indicação de novos líderes para o acompanhamento pastoral, fortaleceu a narrativa de que o desacordo sobre o apoio a Flávio teria causado um esfriamento nas relações. No entanto, a resposta do pastor da ADVEC trouxe à tona a complexidade jurídica que envolve o círculo íntimo do ex-presidente.

A resposta de Silas Malafaia

Utilizando suas redes sociais, Silas Malafaia refutou veementemente as alegações de que teria sido “trocado” ou que haveria uma briga pessoal com Jair Bolsonaro. O líder religioso atribuiu a impossibilidade de prestar assistência espiritual às restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em tom incisivo, Malafaia dirigiu-se ao que chamou de “fofoqueiros gospel”, esclarecendo a situação legal em que se encontra. Segundo o pastor, ele é alvo de inquéritos que investigam atos antidemocráticos, o que resultou em medidas cautelares severas.

> “Aos fofoqueiros gospel de plantão! Não posso visitar Bolsonaro porque estou com cautelares absurdas do ditador Alexandre de Moraes, que me colocou em um inquérito de pura perseguição política junto de Bolsonaro”, escreveu o pastor em sua nota oficial.

Malafaia detalhou as proibições, explicando que a justiça não apenas restringiu sua liberdade de locomoção internacional, mas também vetou qualquer comunicação com o ex-presidente e seus aliados próximos.

> “Apreendeu meu passaporte e cadernos teológicos e me proibiu de falar com Bolsonaro, Eduardo e Paulo Figueiredo. Antes de falar asneira, procure entender a verdade!”, concluiu o líder religioso.

A declaração visa dissipar a ideia de traição política, reposicionando o afastamento como uma consequência direta das investigações em curso sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Novos conselheiros e o pedido à Justiça

Paralelamente à polêmica com Malafaia, a equipe jurídica de Jair Bolsonaro formalizou um pedido ao ministro Alexandre de Moraes. A solicitação requer autorização para que o bispo Robson Rodovalho, presidente da Igreja Sara Nossa Terra, e o pastor Thiago de Araújo, da Igreja IDE (localizada no Jardim Botânico), possam prestar assistência religiosa ao ex-presidente.

De acordo com as informações fornecidas pela defesa e anexadas ao processo, a necessidade de formalizar esses nomes surge devido às restrições inerentes ao regime de custódia mencionado nos autos. A defesa argumenta que, durante o período em que Bolsonaro esteve sob restrições anteriores, como a prisão domiciliar, o acesso ao acompanhamento espiritual ocorria de forma regular e sem incidentes.

O argumento central dos advogados é que, diante da inviabilidade do acompanhamento anterior e das novas circunstâncias de reclusão ou restrição de liberdade, o ex-presidente não deve ser privado de assistência religiosa, um direito garantido constitucionalmente.

Condições do atendimento espiritual

O requerimento encaminhado ao STF especifica a metodologia proposta para esses encontros. A defesa solicita que o atendimento espiritual realizado por Rodovalho e Araújo ocorra de forma individual. Além disso, propõe-se que as visitas sejam submetidas à supervisão institucional adequada, garantindo que não haja qualquer interferência na rotina do estabelecimento ou violação das regras de conduta impostas ao ex-presidente.

A entrada de Robson Rodovalho, figura influente no meio neopentecostal e na política de Brasília, e de Thiago de Araújo, sinaliza uma diversificação nas alianças religiosas de Bolsonaro, mas, segundo a versão sustentada por Malafaia, não representa necessariamente o fim da aliança com a ala mais tradicional da Assembleia de Deus, mas sim uma adaptação forçada pelas circunstâncias jurídicas atuais.

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