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Pastor Samuel Câmara quebra o silêncio sobre a COP 30 na Assembleia de Deus

Pastor Samuel Câmara quebra o silêncio sobre a COP 30 na Assembleia de Deus

Repercussões e pedidos de desculpas marcam o uso do centenário centro de convenções 

Pastor Samuel Câmara quebra o silêncio sobre a COP 30 na Assembleia de Deus
Pastor Samuel Câmara quebra o silêncio sobre a COP 30 na Assembleia de Deus

A polêmica em torno da COP 30

O uso do centenário Centro de Convenções da Assembleia de Deus em Belém do Pará para a realização da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30) gerou intensas críticas entre os fiéis. O evento, que acontece a cada cinco anos, provoca discussões sobre a política ambiental global, mas o aluguel milionário do espaço, somado à percepção de uso inadequado de um local sagrado, despertou descontentamento.

As declarações de Samuel Câmara

Na procura por amenizar a situação, o Pastor Samuel Câmara, líder da Assembleia de Deus, fez um pronunciamento onde reconheceu a má administração nos primeiros dias do evento. “O que ocorreram no nosso centenário Centro de Convenções nos dois primeiros dias da COP 30 entristeceram a todos nós, sem exceção, os pacificadores e os filhos de Deus”, declarou. Ele frisou a importância dos esforços da equipe para corrigir o que considerou erros que não refletiam os valores da congregação.

“Logo em seguida, a nossa equipe do centenário, liderada pelo pastor Jackson Silva, dobrou esforços para prevenir que nos dias seguintes não houvesse o exagero cometido e lograram êxito.” – Pastor Samuel Câmara

Demandas e pedidos de perdão

O pastor não hesitou em pedir desculpas, reconhecendo a responsabilidade pelo ocorrido e a necessidade de promover um clima de reconciliação dentro da congregação. “Por estes fatos dos dois primeiros dias pontuais, eu me junto ao nosso pastor Jackson Silva e a sua equipe para pedirmos desculpas”, afirmou Câmara. Apesar do pedido, ele não comentou sobre o valor do aluguel pago pelo governo do Pará.

Implicações para a Assembleia de Deus

A repercussão negativa da COP 30 na Assembleia de Deus levanta questões sobre a administração dos recursos da igreja e a utilização do espaço sagrado para eventos de caráter secular. Muitos fiéis expressaram sua preocupação com a interpretação de que a igreja estaria cedendo seu espaço à politicagem, potencialmente manchando sua imagem diante da comunidade.

Câmara enfatizou a importância de manter a integridade da igreja: “Não deixamos com o diabo o direito de ter um local onde a gente possa fazer grandes eventos. Não deixamos de ter um local onde possamos servir a comunidade dentro do respeito que merecemos”. A declaração reflete o compromisso de continuar usando as instalações da Assembleia de Deus para abraçar a sociedade, mesmo com os desafios e críticas que surgem.

Aluguel de R$ 2milhões ao Governo do Pará do espaço

O aluguel milionário do Centro de Convenções Centenário da Assembleia de Deus para o governo do Pará em prol do uso para o evento da Cop30 também gerou revolta entre os fiéis. Muitos questionam para onde o dinheiro advindo do templo que foi construído as custas de dízimos e ofertas dos assembleianos está indo.

Um artigo antigo de uma entrevista do Pastor Samuel Câmara durante a construção do centro de convenções começou a circular. Nele, o Câmara afirma que o espaço não estaria restrito ao uso da igreja e que seria usado também para os fins da sociedade no estado. Entretanto, os fiéis reclamam que o espaço estaria dessa maneira transformando o santo em profano, além de estarem faturando com os aluguéis sem devida prestação de contas.

O futuro da Assembleia de Deus em Belém do Pará

O pastor também se comprometeu a estar sempre disponível para ouvir e dialogar com os membros da igreja, mostrando-se acessível e aberto às críticas construtivas. Ele destacou: “Esse meu número de telefone e de WhatsApp tem 30 anos. Desde que cheguei aqui nunca mudei, nunca deixei de atender ninguém que me telefona, jamais”.

A situação atual serve como um aprendizado valioso para a comunidade, reforçando a necessidade de que todos os membros da Assembleia de Deus se unam diante das dificuldades. A história da igreja, com seus 115 anos de luta e fé, continua a ser um lembrete da resiliência e compromisso da congregação em servir a Deus e à sociedade.

O pastor concluiu seu discurso pedindo orações e apoio: “Enquanto eu estiver aqui e os futuros pastores continuem tendo o direito de pastorear esse rebanho respeitado no Brasil e no mundo, que o Senhor Deus salve milhares e milhares mais”.

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